A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, a terceira fase da Operação Coffee Break, que investiga um esquema de fraudes em processos de licitação pública envolvendo municípios do interior de São Paulo. Nesta etapa, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, além da aplicação de medidas patrimoniais determinadas pela Justiça Federal.
As ações ocorreram nos municípios de Sumaré e Jundiaí. Segundo a PF, também foi autorizado o bloqueio de bens dos investigados como forma de garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos. Não houve prisões nesta fase da operação.
Durante uma das diligências realizadas em Sumaré, os agentes federais apreenderam 11 armas de fogo e aproximadamente 400 munições. O material estava em um imóvel pertencente a José Aparecido Ribeiro Marin, ex-secretário municipal de Educação de Sumaré, que não se encontrava no local no momento da ação. A defesa informou que as armas estão devidamente regularizadas e que o investigado possui registro como caçador, atirador e colecionador.
A nova fase é um desdobramento da operação iniciada em novembro de 2025, quando a Polícia Federal cumpriu 50 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva nos estados de São Paulo, Distrito Federal e Paraná. Na ocasião, foram presos, entre outros investigados, o vice-prefeito de Hortolândia, Cafu César, e o então secretário de Educação do município, Fernando Moraes. Posteriormente, a prisão do vice-prefeito foi revogada pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região, com a imposição de medidas cautelares.
De acordo com as investigações, o grupo é suspeito de atuar no direcionamento de licitações, liberação irregular de pagamentos e desvio de recursos públicos em troca de propina. As apurações indicam que parte das negociações ilícitas ocorria em encontros informais, muitas vezes durante pausas para café, o que motivou o nome da operação.
Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, por crimes como corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e organização criminosa. As investigações seguem em andamento sob a condução da Polícia Federal e da Justiça Federal.
