Câmara de Sorocaba rejeita abertura de duas comissões processantes contra Rodrigo Manga

A Câmara Municipal de Sorocaba rejeitou, na manhã desta quinta-feira 12, a abertura de duas comissões processantes contra o prefeito afastado Rodrigo Manga, do Republicanos. As propostas foram apresentadas antes do início da sessão ordinária e colocadas em votação logo no começo dos trabalhos.

O plenário ficou lotado e houve manifestações durante a sessão. A Guarda Civil Municipal foi acionada para conter o público em alguns momentos.

O primeiro pedido de Comissão Processante foi apresentado por Leandro Cândido, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba. O documento solicitava investigação sobre a condução do orçamento municipal e citava casos como a compra de um imóvel para a Secretaria da Educação no Campolim, além da aquisição dos kits Palavra Cantada.

O segundo pedido foi protocolado por Lucas Fracazzi, conhecido como Cabo Lucas, suplente do PL. A solicitação tinha como base a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal no âmbito da Operação Copia e Cola e pedia a cassação do mandato do prefeito afastado.

A Secretaria Jurídica da Câmara emitiu parecer contrário às duas propostas. No caso do pedido relacionado à gestão orçamentária, o entendimento foi de que não havia documentação suficiente e de que não estaria claramente demonstrada a responsabilidade direta do prefeito nos fatos apontados. Em relação à proposta fundamentada na denúncia do MPF, o parecer indicou que o Legislativo não teria competência para julgar questões de natureza criminal.

Mesmo diante da possibilidade de indeferimento direto por parte da presidência, os pedidos foram submetidos ao plenário. Em ambas as votações, 15 vereadores votaram contra e 9 a favor, número insuficiente para a abertura das comissões processantes.

Rodrigo Manga está afastado do cargo desde 6 de novembro de 2025, por decisão relacionada à Operação Copia e Cola, investigação conduzida pela Polícia Federal que apura suspeitas de desvios de recursos na área da saúde. Na semana passada, o Ministério Público Federal apresentou denúncia contra o prefeito, familiares e outras pessoas por supostos crimes como organização criminosa, peculato, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.

Após as votações, vereadores usaram a tribuna para justificar seus posicionamentos. Parlamentares favoráveis à abertura das CPs afirmaram que a Câmara deveria aprofundar a apuração dos fatos. Já os contrários sustentaram que não haveria elementos suficientes para a instalação das comissões naquele momento.

Como votaram os vereadores

Votaram contra:

Alexandre da Horta (Solidariedade)

Caio Oliveira (Republicanos)

Cláudio Sorocaba (PSD)

Cristiano Passos (Republicanos)

Fabio Simôa (Republicanos)

Fausto Peres (Podemos)

Fernando Dini (PP)

João Donizeti (União Brasil)

Jussara Fernandes (Republicanos)

Péricles Régis (Agir)

Pr. Luis Santos (Republicanos)

Rafael Militão (Republicanos)

Rodolfo Ganem (Podemos)

Rogério Marques (Agir)

Silvano Júnior (Republicanos)

Toninho Corredor (Agir)

Votaram a favor:

Dylan Dantas (PL)

Fernanda Garcia (PSOL)

Henri Arida (MDB)

Iara Bernardi (PT)

Ítalo Moreira (União Brasil)

Izídio de Brito (PT)

Raul Marcelo (PSOL)

Roberto Freitas (PL)

Tatiane Costa (PL)