Motoristas do transporte coletivo realizaram uma paralisação de aproximadamente duas horas na tarde desta segunda-feira (9) em Sorocaba. O ato, organizado pelo Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região, ocorreu como forma de protesto por mais segurança para os trabalhadores e também pela reposição de veículos retirados da frota.
A paralisação começou por volta das 14h e afetou o funcionamento dos principais terminais da cidade, surpreendendo passageiros que aguardavam pelos ônibus. O serviço começou a ser retomado gradualmente por volta das 16h.
De acordo com o sindicato, além da preocupação com a segurança dos motoristas, a categoria também reivindica a reposição de cerca de 30 ônibus que foram retirados da frota em janeiro do ano passado e ainda não foram substituídos.
Usuários do transporte coletivo relataram sensação de insegurança, principalmente no Terminal Santo Antônio. Passageiros afirmaram que a presença da Guarda Civil Municipal no local ocorre apenas em determinados horários, o que aumentaria a preocupação de quem utiliza o sistema diariamente.
Em nota, a Prefeitura de Sorocaba informou que considera a paralisação ilegal e afirmou que não foi comunicada previamente sobre o protesto. A administração municipal destacou ainda que a Urbes – Trânsito e Transportes acompanha a situação junto ao sindicato e às empresas responsáveis pelo transporte coletivo, com o objetivo de reduzir os impactos à população.
Agressão a motorista motivou protesto
A manifestação ocorre após um caso de violência registrado no último sábado (7). Um motorista da linha 65, que liga o bairro Campolim ao Centro, foi agredido por um homem durante uma tentativa de embarque irregular.
Segundo informações da Urbes, o passageiro tentou entrar no ônibus sem pagar a passagem por volta das 5h45 da manhã. Ao ser impedido pelo motorista, o homem, que estaria alterado, danificou o veículo e entrou em luta corporal com o condutor.
O motorista ficou ferido, recebeu os primeiros atendimentos no Terminal Santo Antônio e depois foi encaminhado a um hospital. A Polícia Militar foi acionada, mas o agressor conseguiu fugir do local.
O caso reforçou as reclamações da categoria sobre a falta de segurança no sistema de transporte coletivo da cidade.
