Com a chegada da Páscoa, o consumo de peixes e pescados cresce em todo o país, especialmente na Sexta-Feira Santa. Diante da alta procura, especialistas alertam que é fundamental observar sinais de qualidade para garantir um alimento seguro e adequado para consumo.
De acordo com orientações do Instituto de Pesca, ligado à Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, a escolha do pescado começa já no local de compra. O consumidor deve priorizar estabelecimentos regularizados pela Vigilância Sanitária e ficar atento às características do produto.
Entre os principais indicativos de peixe fresco estão os olhos brilhantes e salientes, brânquias avermelhadas e úmidas, escamas firmes e bem aderidas ao corpo, além de carne consistente e elástica. O odor também é um fator importante: o cheiro deve ser suave, lembrando o mar. Cheiro forte é sinal de deterioração.
Outro ponto essencial é a conservação. O peixe fresco precisa estar armazenado sobre gelo, com temperatura próxima de 0°C. A ausência de refrigeração adequada compromete rapidamente a qualidade do alimento.
Especialistas também recomendam que o pescado seja o último item a ser colocado no carrinho, reduzindo o tempo fora da refrigeração até chegar em casa.
Cuidados com o peixe congelado
O peixe congelado também pode ser uma alternativa segura, desde que o consumidor observe algumas condições. É importante verificar a data de validade, conferir se há excesso de cristais de gelo na embalagem, o que pode indicar descongelamento anterior, e garantir que o freezer esteja a -18°C. Após o descongelamento, o alimento não deve ser recongelado.
Atenção ao bacalhau
Tradicional nas mesas durante a Semana Santa, o bacalhau exige cuidados específicos. Segundo a Vigilância Sanitária do Rio de Janeiro, o consumidor deve evitar peças com manchas avermelhadas ou pontos pretos, que indicam possível contaminação por bactérias ou fungos.
Outro alerta é quanto à autenticidade do produto. Apenas espécies como Gadus morhua e Gadus macrocephalus são consideradas bacalhau legítimo. Outros tipos, como saithe, ling e zarbo, apesar de comuns no mercado, devem ser comercializados apenas como peixe salgado e seco.
Além disso, o sal utilizado na conservação deve ser grosso, sendo proibido o uso de sal fino.
Benefícios do consumo
Além de saboroso, o pescado é uma fonte importante de nutrientes. Rico em ômega 3, contribui para a saúde do coração e do cérebro, além de oferecer proteínas de alta digestibilidade, vitaminas A, D e do complexo B, e minerais como ferro, cálcio, fósforo e iodo.
Especialistas indicam o consumo de peixe de duas a três vezes por semana como forma de auxiliar na prevenção de doenças cardiovasculares e manter o bom funcionamento do organismo.