12 de agosto de 2026

Widget de Clima Ultra-Rápido
...

Roubos de celulares caem 66% e atingem menor número da década no Estado de SP

Roubos de celulares caíram 66,6% em SP desde 2017. Estado registrou 41.633 casos no primeiro semestre de 2026, menor número da década.

O número de roubos de celulares no Estado de São Paulo caiu 66,6% nos últimos dez anos e atingiu, no primeiro semestre de 2026, o menor patamar da década. Entre janeiro e junho deste ano, foram registradas 41.633 ocorrências, contra 124.801 no mesmo período de 2017, uma redução de 83.168 casos, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).

A queda ocorreu de forma consistente ao longo dos últimos anos, com exceção de 2022, quando houve aumento de 11,1% nas ocorrências. Desde então, os registros voltaram a apresentar redução consecutiva em 2023, 2024, 2025 e 2026. Na comparação apenas com o primeiro semestre do ano passado, a queda foi de 20,1%, passando de 52.130 para 41.633 ocorrências.

“A queda que se acumula há dez anos é fruto de um conjunto de iniciativas para coibir esse tipo de crime, que envolvem aumento do policiamento, uso de ferramentas de tecnologia e combate à receptação dos aparelhos. Estamos atuando em todas as frentes: prevenção, inteligência, investigação e tecnologia, e as operações vão seguir”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.

Os dados mostram que, no primeiro semestre de 2017, foram contabilizados 124.801 roubos de celulares no Estado. O número caiu para 102.569 em 2018 e 98.717 em 2019. Em 2020, foram 77.848 registros; em 2021, 73.339; e, em 2022, 81.484. Nos anos seguintes, foram 77.638 casos em 2023, 61.453 em 2024, 52.130 em 2025 e 41.633 em 2026.

Uma das iniciativas utilizadas no combate a esse tipo de crime é o SP Mobile, sistema estadual que integra ações de prevenção e repressão aos furtos e roubos de celulares. O programa permite localizar aparelhos subtraídos que voltam a ser ativados por terceiros, inclusive pessoas que podem desconhecer a origem ilícita do equipamento.

Desde 2023, mais de 30,5 mil celulares foram recuperados em todo o Estado por meio do programa. Desse total, aproximadamente 10 mil aparelhos já foram devolvidos aos respectivos proprietários.

Além da ferramenta, a SSP-SP afirma ter reforçado ações de inteligência, investigação, policiamento ostensivo e fiscalização em regiões com maior incidência desses crimes. Entre as medidas estão operações voltadas ao combate de roubos praticados por criminosos utilizando motocicletas.

Em junho deste ano, a Polícia Civil identificou uma cadeia de receptação utilizada por integrantes da quadrilha conhecida como “quebra-vidro” para comercializar celulares roubados e furtados na capital paulista. Durante a Operação Contrafeixe, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão contra investigados.

A redução também foi registrada em outras modalidades de roubo. Os roubos em geral no Estado passaram de 85.530 no primeiro semestre de 2025 para 71.448 no mesmo período deste ano, queda de 16,5%. Segundo a SSP-SP, é o menor resultado para o período desde o início da série histórica, em 2001.

Os roubos de veículos recuaram 35,1%, passando de 13.190 para 8.558 ocorrências, enquanto os roubos de cargas diminuíram 32,8%, de 1.856 para 1.247 registros. O Estado também encerrou os primeiros seis meses de 2026 sem nenhum roubo a banco, resultado inédito para um primeiro semestre na série histórica.

Os indicadores de crimes contra a vida também apresentaram redução. Os homicídios dolosos caíram 7,3%, de 1.240 para 1.149 registros, enquanto os latrocínios passaram de 69 para 44 casos, uma queda de 36,2%. De acordo com a SSP-SP, ambos representam os menores números já registrados no Estado para um primeiro semestre.

Leia mais

Roubos de celulares caíram 66,6% em SP desde 2017. Estado registrou 41.633 casos no primeiro semestre de 2026, menor número da década.
Cabeça e mãos de Esther Estinor foram encontradas cinco meses após o crime em Votorantim. Ex-companheiro preso indicou à Polícia Civil a área onde os restos mortais estavam escondidos.
Dez amigos da região, sendo oito de Capela do Alto, um de Araçoiaba da Serra e um de Sorocaba, vão dividir R$ 1,65 milhão após acertarem a Mega-Sena em um bolão.