03/11/2026

Widget de Clima Ultra-Rápido
...

Greve da Viação Estevam amplia crise em Pilar do Sul e aumenta pressão sobre prefeito e Câmara Municipal

Manifestantes permanecem na praça central; protestos com trio elétrico criticaram a administração municipal, enquanto Clayton Machado esteve afastado do cargo entre 17 e 31 de outubro

A crise envolvendo a Viação Estevam e o transporte público de Pilar do Sul voltou a colocar a administração do prefeito Clayton Álvaro Machado no centro de questionamentos. A mobilização de manifestantes na praça central do município, somada aos protestos realizados nas últimas semanas, ampliou a pressão sobre o Poder Executivo e a Câmara Municipal por esclarecimentos e soluções para o impasse envolvendo a empresa.

Segundo informações apuradas pelo Jornal Expresso, a Justiça teria determinado o corte do fornecimento de água e energia elétrica na praça onde os grevistas permanecem concentrados. A informação ainda depende da confirmação da decisão judicial.

O conflito envolvendo o transporte público municipal se prolonga desde fevereiro de 2026, quando a Viação Estevam teve suas atividades interditadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A medida provocou a suspensão temporária dos serviços e levou a administração municipal a buscar alternativas para garantir o atendimento à população.

Diante da situação, a Prefeitura contratou emergencialmente o Grupo São João para assumir a operação do transporte. O contrato, estimado em R$ 21,8 milhões, também passou a ser alvo de questionamentos na Câmara Municipal, especialmente quanto aos valores envolvidos, às justificativas apresentadas e à transparência dos procedimentos administrativos. A Prefeitura sustentou que a contratação ocorreu dentro da legalidade.

Nas últimas semanas, a insatisfação ganhou as ruas de Pilar do Sul. Um trio elétrico percorreu a região central da cidade realizando duras críticas ao prefeito Clayton Machado e à Câmara Municipal, cobrando posicionamentos e providências em relação à situação da Viação Estevam. A mobilização levou o conflito para além das discussões administrativas e judiciais, ampliando sua repercussão entre os moradores.

Um fato que chamou a atenção foi o afastamento do prefeito justamente durante o período de manifestações. Conforme documento levantado pelo Jornal Expresso, Clayton Machado permaneceu afastado do cargo entre os dias 17 e 31 de outubro de 2026. Durante esse intervalo, a vice-prefeita Elaine Nogueira Ramos (Podemos) assumiu interinamente a chefia do Executivo municipal.

O afastamento coincidiu com a semana em que o trio elétrico percorreu a área central da cidade fazendo críticas à administração municipal e aos vereadores. Embora a substituição temporária tenha assegurado a continuidade das atividades do Executivo, a ausência do prefeito durante parte das manifestações acrescentou novos questionamentos sobre a condução política do impasse.

A coincidência entre o afastamento e os protestos não demonstra relação direta entre os acontecimentos. No entanto, diante da repercussão da mobilização, permanece a necessidade de esclarecer quais providências foram adotadas pela administração municipal durante esse período e quais medidas estão previstas para solucionar a situação.

A Câmara Municipal também passou a enfrentar cobranças por uma atuação mais efetiva na fiscalização das decisões do Executivo. Entre os pontos que exigem esclarecimentos estão os procedimentos relacionados à contratação emergencial do transporte, os desdobramentos administrativos do caso e as iniciativas adotadas pelos vereadores para acompanhar as reivindicações apresentadas durante as manifestações.

A permanência dos grevistas na praça central demonstra que o conflito continua sem uma solução definitiva. A informação sobre o possível corte de água e energia elétrica acrescentou um novo elemento à situação, levantando questionamentos sobre as condições de permanência dos manifestantes e sobre a atuação das autoridades diante da mobilização.

O cenário também coloca em discussão a necessidade de maior transparência por parte da administração municipal. Além de garantir a continuidade do transporte público, cabe ao Executivo esclarecer os encaminhamentos adotados, prestar informações sobre os contratos e manter canais de diálogo com os envolvidos no conflito.

Enquanto a mobilização prossegue, o prefeito Clayton Machado e os integrantes da Câmara Municipal permanecem diante de cobranças por respostas concretas. A solução do impasse depende de providências administrativas, esclarecimentos sobre as questões judiciais e diálogo entre as partes, de modo a atender às necessidades da população e assegurar transparência na condução dos serviços públicos.

O Jornal Expresso entrou em contato com o sindicato responsável pela representação dos trabalhadores para solicitar esclarecimentos sobre a greve, as reivindicações dos manifestantes e os desdobramentos da mobilização. No entanto, até o fechamento desta reportagem, não houve retorno.

O espaço permanece aberto para manifestações e esclarecimentos de todos os citados nesta reportagem.

Leia mais