A Justiça decretou a prisão da babá de 26 anos suspeita de agredir um bebê de pouco mais de um ano em Sorocaba. A investigada não foi localizada pela polícia e, neste momento, é considerada foragida.
Equipes da Polícia Civil chegaram a ir até o endereço da suspeita, mas o imóvel estava vazio. Vizinhos relataram que ela não é vista há dias no local. As buscas seguem em andamento.
O caso ganhou repercussão após a criança ser internada em estado grave, com diagnóstico de traumatismo craniano, hemorragia subaracnoide e crises convulsivas. O menino foi atendido inicialmente em uma unidade de pronto atendimento e depois transferido para o Conjunto Hospitalar de Sorocaba, onde permaneceu na UTI por quase uma semana.
Nos últimos dias, houve uma evolução no quadro clínico: o bebê deixou a UTI e foi encaminhado para a ala pediátrica. Apesar da melhora, os médicos ainda avaliam possíveis sequelas neurológicas decorrentes das lesões.
Segundo o boletim de ocorrência, a mãe deixou o filho aos cuidados da babá no início de abril. Durante esse período, a cuidadora teria informado que a criança apresentava febre. Dias depois, o estado de saúde piorou, levando à internação.
As investigações apontam inconsistências nos relatos da suspeita. Em uma das versões, ela afirmou que o bebê teria se machucado após uma queda, mas não conseguiu detalhar quando ou como o episódio teria ocorrido.
Um elemento que reforçou a suspeita foi o relato do irmão mais velho da criança, de apenas três anos, que teria mencionado agressões praticadas pela babá.
Inicialmente, houve discussão jurídica sobre o tipo de prisão cabível. Embora o pedido de prisão temporária tenha enfrentado restrições legais, a Justiça avançou e decretou a prisão preventiva, permitindo que a suspeita seja mantida detida por tempo indeterminado, caso seja localizada.
O caso segue sob investigação, com perícia solicitada ao Instituto Médico Legal para esclarecer as circunstâncias das lesões. O Conselho Tutelar acompanha a situação e afirma que está adotando medidas para garantir a proteção da criança.
A prioridade agora das autoridades é localizar a suspeita e concluir o inquérito policial.