O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, foi oficializado nesta segunda-feira (30) como pré-candidato à Presidência da República pelo PSD. Durante o evento, ele afirmou que, se eleito, pretende conceder anistia “ampla, geral e irrestrita” aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, como forma de “pacificar o país”.
Em seu discurso, Caiado também defendeu o fim da polarização política no Brasil, mas reforçou posições alinhadas à direita. Segundo ele, a anistia seria uma forma de encerrar conflitos políticos recentes e permitir que o país avance. O governador afirmou ainda que essa medida seria seu primeiro ato caso chegue ao Palácio do Planalto.
Ao comentar possíveis adversários, Caiado criticou o senador Flávio Bolsonaro, afirmando que falta experiência para governar. “Não se aprende a governar sentado na cadeira”, disse, destacando a importância da vivência política e da capacidade de diálogo com instituições como o Congresso e o Supremo Tribunal Federal.
A escolha do nome de Caiado foi definida internamente pelo partido, sob liderança do presidente nacional Gilberto Kassab. A decisão ocorreu após a desistência de outros nomes cotados, como Ratinho Júnior e Eduardo Leite. A definição gerou reações dentro da legenda, com parte da bancada apontando falta de consulta prévia.
Durante o evento, Caiado também buscou ampliar sua base de apoio político e religioso, com a participação do líder evangélico Samuel Ferreira, que sinalizou apoio ao pré-candidato dentro dos limites da legislação eleitoral. Além disso, o partido anunciou a filiação do deputado federal Otoni de Paula, que deve atuar na articulação com o eleitorado evangélico.
Caiado ainda destacou realizações de sua gestão em Goiás, especialmente na área de segurança pública, embora dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indiquem que o estado não lidera os principais indicadores nacionais de redução de homicídios.