Uma estudante da rede estadual de ensino em Sorocaba denunciou ter sido vítima de agressões físicas e ofensas racistas dentro da Escola Estadual Joaquim Izidoro Marins. O caso ganhou ampla repercussão após relatos de que colegas teriam jogado leite quente no rosto da adolescente durante o intervalo.
De acordo com a família, os episódios de violência não são recentes. As primeiras denúncias foram registradas em outubro de 2025 e incluem agressões físicas, como socos, além de ofensas racistas recorrentes. O pai da estudante afirma que a situação se agravou ao longo dos meses e critica a falta de medidas eficazes por parte da unidade escolar.
Segundo ele, mesmo após mudanças de turma e tentativas de mediação, os envolvidos continuaram tendo contato dentro da escola. O episódio com o leite quente teria sido o ponto mais grave, apesar de não ter causado queimaduras sérias.
A denúncia também aponta impactos no comportamento da vítima, que passou a apresentar dificuldades de socialização e queda no rendimento escolar, além de sinais de abalo emocional.
Em nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou que repudia qualquer forma de racismo e confirmou a adoção de medidas administrativas. Entre elas estão o afastamento de um dos alunos, a realocação dos envolvidos, o acionamento do Conselho Tutelar e a oferta de apoio psicológico à estudante.
A pasta também informou que reforçou ações de combate ao racismo na escola, embora não tenha detalhado quais medidas foram implementadas.
O caso ganhou força nas redes sociais nos últimos dias, gerando indignação e cobranças por respostas mais efetivas das autoridades. Até o momento, não há confirmação oficial sobre eventual investigação criminal.