Um aluno de 11 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), teria sido vítima de agressões físicas e psicológicas dentro da Escola Estadual Professor Jorge Madureira, no Parque das Laranjeiras, zona norte de Sorocaba. O caso foi registrado como maus-tratos e é investigado pelo 8º Distrito Policial.
De acordo com a mãe, os episódios ocorreram no início de abril, poucos dias após o início das aulas na unidade, onde o estudante havia ingressado em 16 de março. Já na segunda semana, a criança passou a demonstrar resistência para frequentar a escola, além de apresentar mudanças de comportamento, como irritação, medo e dificuldade para dormir.
Segundo o relato, no dia 1º de abril, ao buscar o filho, a mãe estranhou a postura da cuidadora, que estaria nervosa e teria mencionado um suposto episódio envolvendo o aluno. Em casa, o menino contou que foi impedido de comer, teve o braço apertado e foi repreendido ao tentar usar o banheiro.
A família também relatou que o comportamento da criança mudou de forma significativa após o ocorrido. Durante sessões de terapia, o aluno passou a evitar contato físico e demonstrar sinais de medo. Profissionais que o acompanham também teriam notado a alteração antes mesmo da revelação das possíveis agressões.
O caso foi levado à direção da escola, que realizou uma reunião com os responsáveis no dia 6 de abril. Segundo a mãe e o advogado da família, imagens de câmeras de segurança teriam registrado os episódios, e o material foi solicitado pela Polícia Civil. Há ainda relatos de que outras crianças e funcionárias teriam presenciado as situações, o que será apurado.
Em nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou que a profissional, vinculada a uma empresa terceirizada, foi afastada e não atua mais na unidade. Uma nova cuidadora foi designada para acompanhar o estudante, e a pasta afirma ter adotado as medidas necessárias assim que tomou conhecimento do caso.
Na esfera judicial, a família ingressou com ação contra o Estado, com pedido de indenização de R$ 50 mil, além de solicitação de acesso às imagens das câmeras. A criança também foi encaminhada para escuta especializada.
A mãe cobra responsabilização e levanta a possibilidade de outros casos envolvendo a mesma profissional. A investigação segue em andamento.
