29 de março de 2026

Widget de Clima Ultra-Rápido
...

Mais de 200 detentos não retornam após saída temporária no interior de São Paulo

Mais de 200 presos não retornaram após a saída temporária no interior de SP. Benefício atendeu 8,8 mil detentos; quem não voltou é considerado foragido e perde o regime semiaberto.

Mais de 200 presos beneficiados com a saída temporária de Páscoa não retornaram às unidades prisionais no interior do estado de São Paulo, segundo dados da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP). O benefício foi concedido entre os dias 17 e 23 de março a cerca de 8,8 mil detentos do regime semiaberto, distribuídos em 28 cidades.

De acordo com a SAP, os números ainda podem sofrer alterações em função de decisões judiciais posteriores. Inicialmente, havia sido divulgada a quantidade de 7,7 mil beneficiados, mas o total foi revisado após a inclusão de unidades do oeste paulista.

Entre as regiões com maior número de presos que não retornaram, destaque para Bauru, com 85 casos, e São José do Rio Preto, com 47. Na região de Presidente Prudente, 43 detentos não voltaram às unidades. Já em Sorocaba e Capela do Alto, foram registrados 17 casos de não retorno entre 570 beneficiados.

Outras cidades também apresentaram registros, como Itapetininga, com 17 detentos que não retornaram, e Valparaíso, com 26 casos.

A saída temporária é prevista na Lei de Execução Penal e concedida pelo Poder Judiciário a presos do regime semiaberto que atendem a critérios específicos. No estado de São Paulo, o benefício segue as regras estabelecidas pela Portaria DEECRIM 02/2019.

A Secretaria informou que o detento que não retorna dentro do prazo é considerado foragido, perde automaticamente o direito ao regime semiaberto e, caso seja recapturado, retorna ao regime fechado.

Leia mais

Um homem de 40 anos foi preso em flagrante pela Polícia Federal em Sorocaba, suspeito de armazenar e compartilhar conteúdo ilegal envolvendo menores. Computadores e celulares foram apreendidos e serão periciados. O caso segue em investigação.
A PGR recomendou ao STF a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro por motivos de saúde, após o ex-presidente ser internado com broncopneumonia depois de passar mal na prisão, e a decisão agora será analisada pelo ministro Alexandre de Moraes.
O ministro Alexandre de Moraes autorizou a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro por 90 dias após quadro de broncopneumonia. A medida é humanitária e inclui restrições como tornozeleira, proibição de comunicação e limitação de visitas. O caso será reavaliado após o período.