O prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos), retomou o comando do Executivo municipal nesta quarta-feira, 1º de abril, promovendo uma série de mudanças no primeiro escalão e mantendo indefinido seu futuro político para as eleições deste ano.
Logo no primeiro dia de retorno, Manga realizou uma reestruturação administrativa que atingiu ao menos seis secretarias, além de cargos estratégicos. As alterações envolvem as pastas da Mulher, Meio Ambiente, Recursos Humanos, Administração, Gabinete Central e Empreendedorismo.
Entre as principais mudanças, a então secretária Rosângela Perecini deixou o comando da Secretaria da Mulher e do Fundo Social de Solidariedade. Para seu lugar, foi designada Ana Cláudia Fauaz, que acumulará a gestão do Fundo Social e já responde pela Secretaria da Cidadania.
No Gabinete do Poder Executivo e na Secretaria de Gabinete Central, assume Guilherme Juliano Salinas. Já na Secretaria de Meio Ambiente, Edson Santoro Alves foi substituído por Maurício Campanati, que passa a acumular a função com a pasta de Planejamento.
Na área de Recursos Humanos, Júlio Cesar de Souza Martins foi exonerado, dando lugar a Cleber Martins da Costa, que também assumirá a Secretaria de Administração após a saída de Alaine Francisco Mendes. Ainda na reestruturação, Carlos Alberto Rocco Júnior foi nomeado controlador-geral do município.
A Secretaria de Empreendedorismo passa a ser comandada por Clayton Lustosa. Também houve exoneração do vereador Rafael Militão (Republicanos), que ocupava cargo no Executivo.
Outra mudança relevante envolve a área social. O secretário de Saúde, João Pedro Fraletti Miguel, passará a acumular a Secretaria de Inclusão e Transtorno do Espectro Autista.
Apesar das movimentações administrativas, o prefeito afirmou, durante coletiva de imprensa, que ainda não definiu se disputará as eleições de 2026. Segundo ele, a decisão dependerá de avaliação do grupo político e de pesquisas eleitorais.
Manga admitiu, no entanto, que pode renunciar ao cargo caso seja candidato. “Se for necessário levar esse modelo de gestão para o Estado ou para o Brasil, isso será avaliado”, declarou.
O prefeito também confirmou que a primeira-dama, Sirlange Maganhato, deve concorrer nas próximas eleições, embora ainda não haja definição sobre o cargo.
Durante a coletiva, Manga voltou a afirmar que foi alvo de perseguição política durante o período de afastamento, que durou cerca de cinco meses, e destacou que a decisão judicial que permitiu seu retorno não identificou irregularidades.
Mesmo com o retorno ao cargo, o prefeito não detalhou quais serão as principais diretrizes da gestão a partir de agora. Ele reconheceu desafios administrativos, mas afirmou que a estrutura da Prefeitura foi mantida e que novas decisões devem ser tomadas nos próximos dias.
A reconfiguração do secretariado e a indefinição política indicam um cenário de transição na administração municipal, com possíveis novos desdobramentos nas próximas semanas.