Motoristas do transporte coletivo de Sorocaba paralisaram as atividades na tarde desta quarta-feira, 11, pela segunda vez em três dias. O movimento começou por volta das 14h30 e, até o fim da tarde, não havia previsão de término. A paralisação ocorreu em terminais e afetou o funcionamento de diversas linhas da cidade.
Segundo o Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região, o protesto foi motivado pela liberação do jovem de 19 anos que confessou ter agredido um motorista no último sábado, 7. Ele foi localizado em Salto de Pirapora na terça-feira, 10, prestou depoimento e admitiu a agressão, mas foi liberado para responder ao processo em liberdade, já que não houve prisão em flagrante.
A agressão ocorreu após o motorista impedir o passageiro de embarcar com uma garrafa de bebida alcoólica. Imagens que circularam nas redes sociais mostram o momento da agressão dentro do coletivo. De acordo com relatos, o jovem também teria pulado a catraca antes da discussão.
Durante a paralisação desta quarta-feira, ônibus da linha Expresso ficaram parados nos terminais e outras linhas operaram com atrasos ou fora do horário previsto. A categoria cobra reforço na segurança do sistema de transporte, incluindo a presença da Guarda Civil Municipal nos terminais e a implantação de um botão de pânico para os motoristas.
A primeira paralisação ocorreu na segunda-feira, 9, e durou cerca de duas horas. Na ocasião, representantes da categoria se reuniram com a Polícia Militar, Guarda Civil Municipal, Secretaria de Mobilidade e Urbes – Trânsito e Transportes. Ficou definido que a GCM atuaria nos terminais São Paulo e Santo Antônio em horários de pico e que a PM intensificaria as rondas nos demais períodos.
Em nota, a Prefeitura de Sorocaba informou que considera a paralisação do transporte coletivo ilegal, alegando que o movimento não foi comunicado previamente. A administração municipal afirmou ainda que estuda medidas judiciais e que a Urbes acompanha a situação para reduzir os impactos à população. O Executivo também informou que avalia as questões técnicas e operacionais para viabilizar a instalação do botão de pânico nos veículos.
