O vereador Raul Marcelo protocolou nesta terça-feira (19) uma representação junto ao Ministério Público Federal (MPF) solicitando a prisão preventiva do pastor Josivaldo Batista de Souza, investigado no âmbito da Operação Copia e Cola, conduzida pela Polícia Federal. Segundo o parlamentar, o pedido foi motivado pela suposta violação do monitoramento eletrônico imposto pela Justiça.
De acordo com documento da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo, ao qual o vereador teve acesso, a tornozeleira eletrônica do investigado teria permanecido desligada entre 8h44 e 11h26 do último dia 17 de maio. A última localização registrada antes da interrupção foi na Avenida Washington Luís, no bairro Santo Amaro, na capital paulista.
Na representação encaminhada ao MPF, Raul Marcelo sustenta que o período de desconexão não caracteriza uma falha momentânea e pode configurar descumprimento das medidas cautelares determinadas pela Justiça. Com base nos artigos 282 e 312 do Código de Processo Penal, o vereador solicita a substituição do monitoramento eletrônico pela prisão preventiva.
Josivaldo Batista de Souza é réu por lavagem de dinheiro e organização criminosa. Conforme as investigações da Polícia Federal, ele seria apontado como operador financeiro de um suposto esquema de corrupção relacionado a contratos públicos na área da saúde.
Ainda segundo a PF, foram apreendidos R$ 864 mil em espécie com Josivaldo e sua esposa. Parte do valor estava em um envelope identificado com a inscrição “Prett”, referência que, de acordo com os investigadores, poderia estar relacionada a Fernando Francisco Prette, sócio da Única Sorocaba Vigilância e Segurança Patrimonial, prestadora de serviços à Prefeitura de Sorocaba.
Em nota incluída na representação, Raul Marcelo afirmou que a suposta violação do monitoramento eletrônico é grave e que a adoção da prisão preventiva seria necessária para assegurar o andamento das investigações e evitar eventuais interferências no processo.
Até o momento, não havia decisão judicial sobre o pedido apresentado pelo vereador. Josivaldo Batista de Souza e sua defesa poderão se manifestar no curso do processo, em respeito ao princípio do contraditório e da ampla defesa.