A Polícia Civil prendeu nesta quinta-feira 26 o último suspeito de envolvimento no latrocínio que vitimou a jovem Beatriz Munhos, de 20 anos, moradora da Região Metropolitana de Sorocaba. O crime ocorreu em 1º de novembro de 2025, no bairro de Sapopemba, na zona leste da capital paulista.
De acordo com a investigação, o homem de 26 anos é apontado como um dos mentores do esquema criminoso. Ele teria sido responsável por criar perfis falsos em redes sociais para atrair vítimas que anunciavam produtos de alto valor, como drones e celulares. No caso de Beatriz, o contato foi feito sob o pretexto de compra de um drone avaliado em R$ 27 mil.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública, após marcar o encontro, o suspeito repassava as informações para outros integrantes da quadrilha, que executavam o assalto. A polícia também apura se ele fornecia apoio logístico e armamento para os comparsas.
Outro homem, de 22 anos, também foi preso nesta quinta-feira por participação no mesmo esquema. Com eles, foram apreendidos três celulares que serão submetidos à perícia. A defesa dos investigados não foi localizada.
Emboscada terminou em morte
No dia do crime, Beatriz saiu de Araçoiaba da Serra com o pai e o namorado para entregar o drone negociado pela internet. O encontro foi marcado em uma rua de Sapopemba. Ao chegarem ao local, foram surpreendidos por dois homens em uma motocicleta, que anunciaram o assalto.
Durante a ação, a jovem reagiu utilizando spray de pimenta. Um dos criminosos então efetuou um disparo que atingiu a vítima na cabeça. Ela foi socorrida e levada ao Hospital Estadual de Sapopemba, mas não resistiu.
Os suspeitos fugiram levando apenas o celular do pai da jovem. Câmeras de segurança registraram a abordagem e auxiliaram nas investigações.
Prisões anteriores
O primeiro envolvido foi preso dois dias após o crime, na capital paulista. Ele já possuía antecedentes por roubo. Outro suspeito, identificado ao longo das investigações, foi detido no dia 18 de novembro na Bahia.
Com as prisões realizadas nesta quinta-feira, a polícia considera esclarecida a dinâmica do crime. O caso foi registrado como latrocínio e associação criminosa no 69º Distrito Policial da capital.
Beatriz administrava com o pai uma microempresa de fabricação de letreiros e cursava universidade. A morte da jovem causou grande comoção em Sorocaba e na região.
