Um levantamento nacional divulgado pela IstoÉ Negócios apontou o vereador Ítalo Moreira (Missão), de Sorocaba, como o parlamentar municipal mais produtivo do Brasil. O estudo avaliou critérios como produtividade legislativa, qualidade das proposições, quantidade de leis aprovadas, atuação fiscalizatória e relevância dos projetos apresentados. O resultado também foi repercutido por diversos veículos de comunicação nacionais.
De acordo com a publicação, o ranking nacional ficou composto por Ítalo Moreira, em primeiro lugar, seguido por Rinaldi Digilio (Republicanos), de São Paulo (SP); Liana Cirne (PT), de Recife (PE); Thiago Medina (PL), também de Recife (PE); e Professor Luiz Fernando Cuozzo Lemos (PDT), de Santa Maria (RS).
Segundo o levantamento, os parlamentares, apesar de pertencerem a diferentes partidos e correntes ideológicas, apresentam características semelhantes na condução dos mandatos. Entre os fatores considerados estão a elevada produção legislativa, atuação fiscalizatória, alta taxa de aprovação de projetos e a estruturação de equipes técnicas formadas por profissionais de áreas como Direito, Administração Pública, Economia, Tecnologia, Engenharia e Gestão Pública. A análise destaca que esse modelo contribui para o aprimoramento das propostas legislativas e para uma fiscalização mais qualificada do Poder Executivo.
No caso de Ítalo Moreira, o estudo afirma que o vereador apresentou quase 11 mil proposituras durante o mandato, número que o coloca como o parlamentar mais produtivo da história da Câmara de Sorocaba. Entre as realizações destacadas estão a aprovação de 204 leis municipais, incluindo a Lei da Liberdade Econômica, a Lei Municipal das Startups, a Lei do 5G, que preparou Sorocaba para receber a tecnologia, além da criação do Sandbox Regulatório e do chamado “Revogaço”, iniciativa voltada à revogação de centenas de leis consideradas obsoletas.
A publicação também aponta que o vereador protocolou quase 2 mil requerimentos de fiscalização e mais de 100 representações encaminhadas a órgãos de controle, incluindo o Ministério Público, relacionadas principalmente a contratos públicos nas áreas da saúde e da administração municipal. O levantamento ainda cita que Ítalo foi eleito sem utilizar fundo eleitoral, abriu mão de aproximadamente R$ 1 milhão em verbas de gabinete durante o mandato e votou contra o aumento dos salários dos vereadores.
Na segunda colocação aparece Rinaldi Digilio, vereador da capital paulista, apontado pelo estudo como autor de mais de 140 leis municipais voltadas, entre outros temas, à proteção animal, mobilidade urbana, fiscalização e modernização da legislação. A análise destaca a complexidade da atuação legislativa em uma cidade com mais de 11 milhões de habitantes.
Em terceiro lugar está Liana Cirne, da Câmara Municipal do Recife. Segundo o levantamento, ela liderou em 2025 o número de Projetos de Lei Ordinária apresentados na capital pernambucana, com 54 projetos, além de registrar 638 requerimentos voltados à fiscalização e atendimento das demandas da população.
Também de Recife, Thiago Medina ocupa a quarta posição. Conforme a publicação, o parlamentar apresentou 818 requerimentos somente em 2025, com foco em infraestrutura, iluminação pública, pavimentação, saúde e zeladoria, além de protocolar 28 projetos de lei no período.
Fechando a lista, o vereador Professor Luiz Fernando Cuozzo Lemos, de Santa Maria (RS), foi apontado como o parlamentar com maior número de projetos aprovados entre as cidades gaúchas com mais de 200 mil habitantes, demonstrando, segundo o estudo, que a produtividade legislativa não está diretamente relacionada ao porte do município, mas à capacidade de transformar propostas em leis efetivas.
Ao concluir a análise, a IstoÉ Negócios afirma que a produtividade legislativa deve ser avaliada não apenas pelo volume de proposições apresentadas, mas também pela qualidade técnica das iniciativas, efetividade das leis aprovadas, fiscalização do Poder Executivo e impacto das ações para a sociedade. O levantamento ressalta que os cinco vereadores destacados possuem em comum a estruturação técnica dos mandatos, investimento em equipes qualificadas e atuação baseada em estudos, dados e acompanhamento permanente da administração pública.