Uma operação conjunta das polícias civis de São Paulo e do Tocantins cumpriu, na quarta-feira (1º), cinco mandados de busca e apreensão em Itu contra suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada em golpes financeiros por meio de uma falsa central telefônica. Nenhuma prisão foi realizada durante a ação.
A operação contou com o apoio da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Sorocaba e do Grupo de Operações Especiais (GOE), em suporte à investigação conduzida pela Divisão Especializada de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC) de Palmas (TO).
De acordo com a investigação, o grupo obtinha ilegalmente listas de clientes de instituições financeiras e utilizava tecnologia para clonar números de telefone de bancos, fazendo com que as ligações aparentassem ser oficiais.
Para tornar o golpe mais convincente, os suspeitos simulavam o funcionamento de uma central de atendimento, utilizando gravações automáticas e falsas transferências de chamadas entre supostos atendentes. Durante a conversa, as vítimas eram informadas sobre movimentações financeiras supostamente fraudulentas em suas contas e orientadas a realizar transferências para “cancelar” as operações.
Na prática, os valores eram enviados para contas controladas pelos criminosos.
As investigações apontam que o dinheiro era inicialmente direcionado para contas de pessoas utilizadas como “laranjas” e, posteriormente, repassado aos líderes da organização criminosa.
Segundo a Polícia Civil, o prejuízo já identificado entre vítimas do Tocantins é de aproximadamente R$ 140 mil. A corporação acredita, no entanto, que o número de vítimas e o montante desviado possam ser maiores.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam equipamentos eletrônicos e anotações que deverão auxiliar no avanço das investigações. O material será periciado para identificar outros integrantes da organização e possíveis vítimas em diferentes estados.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para dimensionar a extensão dos golpes e responsabilizar todos os envolvidos no esquema criminoso.