Um homem de 36 anos foi preso em flagrante na noite de segunda-feira (13), em Salto de Pirapora, após uma ocorrência de violência doméstica que deixou um bebê ferido. O caso foi registrado pela Polícia Civil como lesão corporal, violência doméstica e submissão de criança ou adolescente a vexame, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Segundo o boletim de ocorrência, a Guarda Civil Municipal (GCM) foi acionada por volta das 22h para atender uma ocorrência no bairro Recanto São Manoel I. Ao chegar ao local, os agentes encontraram a mãe das crianças e a filha mais velha do casal pedindo socorro em via pública.
A mulher relatou que o companheiro havia se trancado dentro da residência com os dois filhos menores, um menino de 1 ano e 9 meses e outro bebê de nove meses, apresentando comportamento agressivo.
Com autorização da moradora, os guardas arrombaram a porta da residência. No interior do imóvel, encontraram o homem desacordado, com ferimentos e cercado por marcas de sangue. Os dois bebês estavam ao lado dele, chorando.
Ao retirar as crianças da casa, a mãe percebeu que o filho mais velho estava coberto de sangue. A criança apresentava um corte profundo na região das costas, além de escoriações no rosto, sendo socorrida à Santa Casa de Salto de Pirapora, onde recebeu atendimento médico e passou por sutura. O outro bebê e a irmã também foram encaminhados ao hospital para avaliação e permaneceram em observação.
Ainda conforme o boletim de ocorrência, após recuperar a consciência, o homem voltou a apresentar comportamento agressivo, danificando objetos da residência e resistindo à abordagem da GCM. Foi necessário o uso de algemas para contê-lo. Ele também recebeu atendimento médico e, após receber alta, foi encaminhado ao Plantão Policial de Votorantim, onde permaneceu preso em flagrante.
Durante a ocorrência, a Guarda Civil Municipal apreendeu um fragmento de vidro com vestígios de sangue, encaminhado para perícia. A Polícia Civil também solicitou perícia no imóvel, além da comunicação ao Conselho Tutelar e ao Ministério Público.
Conforme apurado durante a investigação, o Conselho Tutelar deverá acompanhar o caso e adotar as medidas de proteção necessárias às crianças, enquanto a situação familiar é avaliada pelos órgãos competentes.
A autoridade policial considerou haver elementos suficientes para a prisão em flagrante com base nos relatos das testemunhas, nas lesões apresentadas pela criança, nas fotografias e no relatório médico. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que também representou pela concessão de medidas protetivas previstas na Lei Henry Borel em favor das três crianças.